quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Quando o falar errado é engraçado


Quando a criança passa a se comunicar verbalmente com as pessoas que estão à sua volta, muitas palavras chegam a ser incompreensíveis. Os adultos pedem para que ela repita, ela repete, ninguém entende, a criança perde a paciência e às vezes chora. Aqui em casa passei por essa fase três vezes, e a que mais perdurou foi a do caçula porque demorou mais tempo para falar corretamente por apresentar atraso na fala. Porém todas essas fases hoje nos faz rir... e naquela época, faziam a gente perder a paciência.

Não sei se é porque o mais velho, o Pedro, foi o mais estimulado em tudo, lembro que raramente ele falava alguma palavra errada. às vezes comia letras, como no caso da palavra TESTA que ele falava TETA. E quando ele tinha 2 anos eu me orgulhava em escutá-lo falar ITAQUAQUECETUBA, PINDAMONHANGABA e OTORRINOLARINGOLOGISTA. As cidades porque em uma nós morávamos, a outra todo adulto fazia a criança tentar falar e a profissão porque eu sempre contava pra ele - e pra todos - que quando ele nasceu, chorava muito. Chorava demais. E tudo o que a minha sogra dizia, era: "Esse menino chora porque tem dor de ouvido". Para ela não era fralda suja, fome ou cólica: era a tal da dor de ouvido. E ouvindo esse diagnóstico toda a vez que o Pedro chorava, não aguentei "Acho que a senhora ser ou casar com um otorrinolaringologista, não é? Tudo pra senhora é dor de ouvido!". Nunca mais ela diagnosticou rsrsrsrs

Já o Claudinho era uma comédia. Tentava imitar o irmão, mas não conseguia: ITAQUATATUBA, OTORRINOLALOGOMISTA... tinha uma preguiça de pedir as coisas e ficava muito bravo, a ponto de bater na gente quando não entendíamos o que ele queria. "Mãe, eu quero beber no PELASTICO do patinho". Eu sei lá o que é pelastico. E ele me batia, e ele chorava e ninguém casa conseguia compreender que o pelastico era o copo de plástico que tinha desenho de patinho.

No caso do João arrisco a dizer que eram gemidos inexprimíveis. Não dava nem pra fazer uma suposição do que ele falava. A minha sorte é que o Pedro conseguia traduzir o que ele falava, e assim chamávamos o Pedro de JOÃO TRANSLATER. Mas se o Pedro não entendia, estávamos todos perdidos. Ainda bem que hoje dá pra compreender tudo o que ele fala, entrar numa escola ajudou muito na sua comunicação oral.

E na maioria das vezes que meus filhos conversam com meu pai, é ele quem desenterra minhas palavras erradas. Ele sempre conta a mesma história - sem se cansar - do dia que pedi "Pai, compra um PANETONQUITO pra mim?". Sim, para mim naquela época era mais fácil dizer assim do que dizer panetone. Meu irmão do meio que não conseguia dizer Arnold Schwarzenneger, substituía por LAÇO PASSO NEGUE. Meu irmão caçula, que praticamente peguei toda essa fazer, que dizia BIGTOR para cobertor e BUERO para banheiro.

Acho que essa fase faz a gente rir muito da criatividade em tentar dizer as palavras de forma correta e não conseguir. Praticamente se cria um neologismo na família, onde novas palavras são integradas à comunicação da família, porém vão se perdendo com o tempo, quando a criança passa a dominar foneticamente a palavra correta - isso quando os pais deixam, não é? Porque tem pais que acham tão bonitinho que persistem na prática e o filho continua a falar errado até a vida adulta.

Você se lembras das suas palavras erradas de infância? Conte nos comentários!


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Oleh

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